" Nem consegue acreditar. Lá em cima, muito mais acima do que as outras, inapagável . Ali esta, no mármore frio, azul como os seus olhos, linda como sempre desejara. O seu coração começa a bater com força. Durante uns segundos, pensa que toda a gente a pode ouvir, ler aquela frase, exactamente como o esta a fazer ela. Esta ali, no alto, inatingível . Ali onde sou podem chegar os namorados: Eu e tu... Três metros acima do céu.
(...)
Está na hora de ir para casa. Esta na hora de recomeçar, devagar, sem saltos do motor. Sem pensar de mais. Com uma única pergunta. Será que um dia voltarei a chegar lá acima, aquele sitio tão difícil de alcançar? Ali, onde tudo parece mais bonito. E no instante em que faz a pergunta, infelizmente, já sabe a resposta."
And so on.
domingo, 11 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
É estranho escrever-te assim, os momentos que comigo partilhavas e como ainda procuro as folhas em branco da história que tínhamos.
Fomos feitas diferentes, de uma forma inacabada. Tu eras aquele tudo, sabes?
E eu aquele nada...
Continuo com perguntas sem resposta de 'porquês' que nunca te dei, e vou ouvindo a dança que os ponteiros do relógio me trazem com memórias de tempos onde te encontrei e estavas aqui ao pé de mim.
As memórias vivem, mas eu não, acho, que perdi a luz que tinha quando olhavas para mim e me chamavas “filha”.
Pergunto-me, quando é que a esperança se vai desgastar, quantas noites vou sonhar contigo e acordar a chorar.
Pergunto-me por ti, porque teve de ser assim. Pergunto-me.
E leio-te, sei ver as respostas nas palavras que não me dizes, sim, talvez o teu silêncio diga tudo.
E dizer-te que tenho saudades sem as puderes ver.
E podia tentar entender porque te perdi, de uma maneira diferente de todas as outras, olhar-te de novo como já te olhei, sem o medo irracional de te voltar a perder,
porque sim, já não te posso sentir, ver, cheirar.
E vou pôr todas as músicas e cheiros que me deste nas recordações,
vou juntar tudo e olhar te aquela última vez, imaginar-te como sempre te imaginei, e eu sei, não vais perguntar, vais entender.
Mas não vou continuar a esperar, que um dia voltes para mim,
com a mesma inocência dos primeiros tempos.
E entretanto vou cair na melancolia de não sentir,
vou olhar para o relógio e rasgar as folhas do calendário,
ver a cor dos dias a passar sem se repetir de forma igual.
E talvez a saudade seja isso mesmo, uma ilusão, uma mentira bem contada a nós mesmo apenas para nos dar esperança,
para talvez aguentarmos mais dia, de uma existência em que ninguém reconhece o que somos.
É como um castelo no ar, e se o vento o levar transforma se em nuvens, daquelas bonitas que dançam no céu.
Como uma primeira
e única vez
sempre.
Sim, é para ti Mãe
Fomos feitas diferentes, de uma forma inacabada. Tu eras aquele tudo, sabes?
E eu aquele nada...
Continuo com perguntas sem resposta de 'porquês' que nunca te dei, e vou ouvindo a dança que os ponteiros do relógio me trazem com memórias de tempos onde te encontrei e estavas aqui ao pé de mim.
As memórias vivem, mas eu não, acho, que perdi a luz que tinha quando olhavas para mim e me chamavas “filha”.
Pergunto-me, quando é que a esperança se vai desgastar, quantas noites vou sonhar contigo e acordar a chorar.
Pergunto-me por ti, porque teve de ser assim. Pergunto-me.
E leio-te, sei ver as respostas nas palavras que não me dizes, sim, talvez o teu silêncio diga tudo.
E dizer-te que tenho saudades sem as puderes ver.
E podia tentar entender porque te perdi, de uma maneira diferente de todas as outras, olhar-te de novo como já te olhei, sem o medo irracional de te voltar a perder,
porque sim, já não te posso sentir, ver, cheirar.
E vou pôr todas as músicas e cheiros que me deste nas recordações,
vou juntar tudo e olhar te aquela última vez, imaginar-te como sempre te imaginei, e eu sei, não vais perguntar, vais entender.
Mas não vou continuar a esperar, que um dia voltes para mim,
com a mesma inocência dos primeiros tempos.
E entretanto vou cair na melancolia de não sentir,
vou olhar para o relógio e rasgar as folhas do calendário,
ver a cor dos dias a passar sem se repetir de forma igual.
E talvez a saudade seja isso mesmo, uma ilusão, uma mentira bem contada a nós mesmo apenas para nos dar esperança,
para talvez aguentarmos mais dia, de uma existência em que ninguém reconhece o que somos.
É como um castelo no ar, e se o vento o levar transforma se em nuvens, daquelas bonitas que dançam no céu.
Como uma primeira
e única vez
sempre.
Sim, é para ti Mãe
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