terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A carta que nunca te escrevi Mãe

À muito tempo que eu não escrevia aqui mãe. Talvez por falta de tempo e por vezes de vontade de expor o que sinto aqui. Mas mãe, tu melhor que ninguém sabe o que tem acontecido recentemente. Encontrei finalmente a luz ao fundo do túnel. Por vezes fecho os olhos e sorrio, respiro fundo e tento acreditar que é tudo verdade, que está mesmo a acontecer. Digo-lhe tanta vez que ele é a melhor coisa que me aconteceu na vida, ele não acredita Mãe, mas tu sabes e sentes que é verdade. Que tê-lo encontrado foi a tão esperada bonança depois da tempestade. Conheço-o à pouco tempo e é tudo muito recente, mas já não sei explicar o que sinto quando o vejo ou estou c ele. Sinto a falta dele a cada minuto longe e sei que perdê-lo agora seria doloroso demais. Sim Mãe, estou muito apaixonada por ele. Quero muito que fique tudo bem, porque quando nos “chateamos” eu perco o chão.


Ele é tudo o que sempre quis. Faz-me bem, transmite-me tanta calma e segurança que quando estou com ele sinto-me viva. E à tanto tempo que isso não acontecia Mãe. Quando te perdi, uma parte de mim morreu contigo… Ele chegou, ocupou essa parte e restaurou-a. Peça a peça. Cantinho por cantinho. Agora está pronta a ser habitada por ele. Inteiramente por ele, porque só a ele (e a ti) pertence aquele lugar tão restrito no meu coração. Outras pessoas tentaram ocupar esse lugar Mãe, mas não conseguiram, e ainda o destruíram mais.


E finalmente, passados 6 anos, 3 meses e alguns dias, posso dizer que sou feliz e que o meu coração está preenchido e a bater com muita força.




Tenho saudades tuas Mãe, muitas mesmo. Sei que estás muito feliz por mim.





E a ti, meu anjo, só te tenho a agradecer. Adoro-te.