sábado, 25 de abril de 2009

Tu, Vento

"Quando passas roçando minha alma,
Um arrepio percorre minha espinha,
fazendo cócegas na minha cabeça.

Fazes-me sorrir.

Segues, levando meus cabelos,
Dizem que ficam bonitos, brincando com a brisa.
Fazes meu coração estremecer de medo.

Medo.

Medo de ouvir essas palavras,
Medo de me apaixonar.

Quando andas às voltas,
Em meu redor,
Para me fazer dançar,
Eu fecho os olhos,
E deixo-me levar.
A emoção
faz-me levitar
de paixão.

Minha'alma sai do meu corpo,
E vai dançar contigo.

Eu fico aqui, à vossa espera..."



Autoria de Alícia Simões, mina eterna muier*

[Sem vontade de escrever, e nestas alturas porque não homenagear alguém que merece!]

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Irmã



Ver-te sofrer dói. Partilho a tua dor, como sempre partilhámos tudo até hoje. Irmã. Irmã de sangue, irmã de dor, irmã de alegria, irmã de vitória, irmã de derrota, irmã de emoção, irmã de amor. Irmã. Tu. Hoje precisas de mim, como um dia, vários dias, precisei eu de ti. Ao meu lado sempre. A apoiar-me, a dar-me força para seguir, a acalmar-me como mais ninguém o fez ou sabe fazer. Faltam-me as palavras neste dia, talvez porque entre nós não são precisas palavras, nunca foram. Minha irmã. Mulher. Amo-te. Hoje, amanhã, na eternidade. Força!



segunda-feira, 13 de abril de 2009

A ti






Vieste. Chegaste de mansinho como quem não quer ser descoberto. Sorriste como só tu sabes fazê-lo. Os teus olhos percorreram o meu corpo. Abraçaste-me e eu senti a tua timidez a soltar-se. Beijaste-me. Mil borboletas voaram à nossa volta. És aquilo que quero, que sempre quis. A utopia do meu coração, o sonho tornado realidade. Acordei. Não estás aqui. Talvez um dia.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Segredos


Ainda me lembro de quando me penteavas o cabelo. Quando tinha tantos nós que eu tinha de fazer força contra a tua barriga para não chorar… Ainda me lembro quando furei as orelhas pela primeira vez, agarraste-me na mão e disseste que não ia doer nada. E não doeu.
Ainda me lembro quando me pegavas ao colo e dizias que os meus olhos eram os mais lindos do mundo. Ainda me lembro de dormir ao teu lado quando o pai ia para a Espanha e eu bem juntinha a ti agarrava-te no dedo mindinho e só o largava de manhã.
Ainda me lembro quando, se eu saber, me montaste um supermercado, uma cozinha e um escritório na casa das bruxas. Como eu fiquei feliz nesse dia.
Ainda me lembro do carnaval, das tuas mãos a costurar os disfarces que tanta gente aplaudiu.
Ainda me lembro de quando me fazias o meu comer preferido: frango com batatas.
Ainda me lembro quando me compraste umas calças amarelas e eu mesmo sem saber que eram horríveis, me sentia uma modelo com elas vestidas.
Ainda me lembro quando me ias pôr à escola todos os dias porque eu tinha medo do cão da Ti Fernanda.
Ainda me lembro quando me ajudavas a fazer os trabalhos de casa, quando ias às reuniões de pais e chegavas a casa toda orgulhosa do que ouvias.
Ainda me lembro dos domingos em que íamos ao Mac comer um sundae de caramelo e tu dizias que eu mesmo lambuzada era a menina mais linda.
Ainda me lembro do último dia que te vi…
Ainda me lembro de sentir a tua mão na minha…
Ainda me lembro de ouvir-te chamar o meu nome…
Ainda me lembro do teu cheiro, do teu olhar…
Ainda me lembro da tua voz, do aroma do teu cabelo, do calor dos teus lábios nas minhas faces rosadas de tanto chorar.
Ainda me lembro de quando passas por mim e me fazes tremer de saudade…
Ainda me lembro de te lembrar todos os dias…